[
{
"id": "frase_onde",
"ordem": 0,
"aba": "frase:onde",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Em uma frase",
"texto": "Lula virou porque ficou com 74% dos 14,1 milhões de votos que estavam em jogo no 2º turno, quando precisava de 58%; pela estimativa por seção, quase 9 de cada 10 votos da virada vieram de quem não tinha escolhido ninguém no 1º turno.",
"confianca": ""
},
{
"id": "onde_conta",
"ordem": 1,
"aba": "onde",
"nivel": "consistente",
"destaque": true,
"titulo": "A conta da virada, só com os números oficiais",
"texto": "No 1º turno, Flávio terminou 2,2 milhões de votos à frente. No 2º turno, 14,1 milhões de votos estavam em jogo: 9,3 milhões de votos de quem tinha escolhido outro candidato, 3,0 milhões de pessoas a mais votando e 1,8 milhão de votos a menos em branco e nulo. Para virar, Lula precisava ficar com 58% deles. Ficou com 73,6% (+10,4 milhões para ele, +3,7 milhões para Flávio) e terminou 4,4 milhões de votos à frente. São contas com os totais oficiais do TSE, sem estimativa.",
"confianca": "alta"
},
{
"id": "onde_2022",
"ordem": 2,
"aba": "onde",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Em 2022 quase aconteceu o mesmo, no sentido contrário",
"texto": "Em 2022, quem estava atrás no 1º turno era Bolsonaro, 6,2 milhões de votos atrás de Lula. Ele ficou com 70% dos 10,2 milhões de votos em jogo, quase tanto quanto Lula agora, mas precisava de 80%. Duas coisas fizeram 2026 diferente: a distância do 1º turno era bem menor (2,2 milhões contra 6,2 milhões) e o 2º turno teve muito mais gente voltando a votar (+3,0 milhões, contra +565 mil em 2022) e menos brancos e nulos (−1,8 milhão; em 2022, +248 mil). Quem fica em 2º no 1º turno e leva a maior parte dos votos em jogo não é novidade; a novidade é a distância ter sido pequena o bastante para virar.",
"confianca": "alta"
},
{
"id": "onde_fontes",
"ordem": 3,
"aba": "onde",
"nivel": "consistente",
"destaque": true,
"titulo": "Quem decidiu: quem não tinha escolhido ninguém no 1º turno (estimativa)",
"texto": "Separando a virada por origem (estimativa a partir das seções; a soma estimada dá 6,71 milhões de votos, contra 6,66 milhões no oficial): quem anulou ou votou em branco no 1º turno respondeu por +3,3 milhões (49%): 3,5 milhões desses votos foram para Lula e 229 mil para Flávio. Quem não votou no 1º turno e votou no 2º, por +2,7 milhões (40%): 3,6 milhões para Lula e 892 mil para Flávio. Os eleitores dos outros candidatos, por +242 mil (4%): 3,7 milhões para Lula e 3,4 milhões para Flávio, quase empate. E os eleitores dos dois finalistas que não repetiram o voto, por +483 mil (7%). A parcela de quem anulou que foi para Lula é a estimativa mais incerta do painel: fica em 59% por este método e em 56% separando também por escolaridade.",
"confianca": "media"
},
{
"id": "onde_terceiros",
"ordem": 4,
"aba": "onde",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Os eleitores dos outros candidatos se dividiram, apesar dos apoios a Flávio",
"texto": "Cury, Caiado e Zema declararam apoio a Flávio; Renan Santos liberou os eleitores. Pela estimativa, o eleitor de Zema seguiu o apoio (7% Lula e 77% Flávio), o de Caiado em parte (32% Lula e 50% Flávio), o de Renan se dividiu (33% Lula e 34% Flávio) e o de Cury pendeu para Lula (52% Lula e 28% Flávio); o restante anulou ou não votou. Somados, renderam quase o mesmo aos dois.",
"confianca": "media"
},
{
"id": "onde_pesquisa",
"ordem": 5,
"aba": "onde",
"nivel": "consistente",
"destaque": true,
"titulo": "Por que as pesquisas erraram",
"texto": "Na véspera, Datafolha e Quaest davam Flávio com 51% dos votos válidos, dentro da margem de erro. Refizemos a conta com os cruzamentos da última Quaest (campo de 17 a 20/10/2026, n = 2.154, divulgada em 21/10): como votariam os eleitores de Cury, Caiado e Renan e quem anulou ou faltou no 1º turno, mantendo todo o resto como nas urnas. O resultado seria Lula 49,0% e Flávio 51,0%: o placar da própria pesquisa. A diferença para as urnas (7,0 milhões de votos na vantagem) está quase toda (79%) num grupo: quem não tinha escolhido ninguém no 1º turno. A pesquisa via esse grupo quase dividido (53% para Lula entre os que escolheram alguém); pelas seções, foram 86%. O resto vem dos eleitores de Renan Santos (+675 mil), Ronaldo Caiado (+466 mil) e Augusto Cury (+303 mil). É o grupo mais difícil de medir: a pesquisa não sabe quem de fato vai votar.",
"confianca": "media"
},
{
"id": "onde_regiao",
"ordem": 6,
"aba": "onde",
"nivel": "consistente",
"destaque": true,
"titulo": "Onde: a vantagem de Lula cresceu em todas as 27 UFs",
"texto": "Com os totais oficiais de cada estado, a vantagem de Lula cresceu entre os turnos em todas as 27 UFs (em 2022, ela tinha diminuído em todas as 27 UFs). Por região, parte da virada e, entre parênteses, parte do eleitorado: Sudeste 43% (42%); Nordeste 38% (27%); Sul 7% (14%); Norte 7% (8%); Centro-Oeste 5% (8%). O Nordeste pesou mais do que o seu eleitorado: lá Lula ficou com 88% dos votos em jogo. Os maiores pedaços vieram de SP (+1,4 milhão), MG (+698 mil), RJ (+670 mil) e BA (+654 mil). Sul, Norte e Centro-Oeste deram menos que o seu peso, mas também a favor de Lula.",
"confianca": "alta"
},
{
"id": "onde_perfil",
"ordem": 7,
"aba": "onde",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Em que tipo de seção: em todas, mais forte onde mais gente tinha anulado",
"texto": "Para cada característica do eleitorado, dividimos as seções em cinco grupos com o mesmo número de eleitores. A vantagem de Lula cresceu em todos os grupos de todas as características (de +1,7 pp a +6,2 pp do eleitorado). As maiores diferenças: onde mais gente tinha votado em branco ou nulo no 1º turno (+6,2 pp, contra +2,4 pp onde menos), onde há menos eleitores com ensino superior (+5,5 pp, contra +2,4 pp onde há mais), no Nordeste (+5,9 pp) e onde Lula já era forte. O comparecimento subiu mais onde a abstenção tinha sido maior no 1º turno (+3,0 pp, contra +0,6 pp) e em seções com mais idosos (+2,8 pp, contra +0,9 pp). Isso compara seções, não pessoas: \"seção com mais idosos\" não quer dizer \"os idosos\".",
"confianca": "media"
},
{
"id": "onde_modelo",
"ordem": 8,
"aba": "onde",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Olhando tudo junto, dentro do mesmo município",
"texto": "Comparando só seções do mesmo município e mantendo as outras características iguais, a diferença na virada entre uma seção do grupo de 10% com menos e uma do grupo de 10% com mais de cada característica foi: branco e nulo no 1º turno, +1,7 pp; com ensino superior completo, −1,3 pp; pessoas de 60 anos ou mais, −1,0 pp; abstenção no 1º turno, +0,7 pp; mulheres, +0,7 pp; sem o ensino fundamental completo, +0,5 pp; jovens de 16 a 24 anos, +0,3 pp. São ajustes em torno de uma virada que aconteceu em todo lugar; juntas, essas características explicam 11% da variação entre seções do mesmo município.",
"confianca": "media"
},
{
"id": "onde_limite",
"ordem": 9,
"aba": "onde",
"nivel": "limite",
"destaque": false,
"titulo": "O que estes números não dizem",
"texto": "A divisão por origem e por perfil é inferência ecológica: estima, a partir de dezenas de milhares de seções, o comportamento médio de cada grupo; não revela o voto de ninguém. A célula que decide (quem anulou ou faltou no 1º turno indo para Lula) é a mais incerta, e é também onde votos registrados em nome de quem faltou se esconderiam; por isso o painel testa a liberação sem digital, os logs e a biometria (aba Abstenção e biometria). Pela estimativa, porém, metade da virada veio de quem votou em branco ou nulo no 1º turno: gente que compareceu nos dois turnos.",
"confianca": ""
},
{
"id": "fluxo_novos",
"ordem": 10,
"aba": "fluxo",
"nivel": "consistente",
"destaque": true,
"titulo": "Os votos novos de Lula vieram de quem anulou, votou em branco ou não votou no 1º turno (estimativa)",
"texto": "Pelos totais oficiais, Lula ficou com 73,6% dos votos em jogo entre os turnos; em 2022, Bolsonaro ficou com 69,8%. A fatia é parecida, mas a origem é outra. De quem votou branco ou nulo no 1º turno, 59,2% foram para Lula (56,9% a 60,2%; em 2022, 17,7%); de todos os que se abstiveram no 1º turno, 10,7% votaram em Lula no 2º (em 2022, 2,9%). O intervalo mostrado cobre só a variação entre municípios; separando também por escolaridade da seção, as mesmas células ficam em 56,3% e 10,5%, fora do intervalo no primeiro caso. A Quaest de 17 a 20/10 via esse grupo quase dividido (40% Lula, 36% Flávio): é a estimativa mais incerta do painel e também a que decide a eleição (aba Onde e por quê).",
"confianca": "media"
},
{
"id": "fluxo_flavio",
"ordem": 11,
"aba": "fluxo",
"nivel": "consistente",
"destaque": true,
"titulo": "Não há sinal de migração relevante de eleitores de Flávio para Lula",
"texto": "Estimativa: 98,5% dos eleitores de Flávio no 1º turno votaram nele de novo e 0,17% foram para Lula (intervalo de 0,17% a 0,36%). A estimativa agregada não enxerga trocas que se compensam dentro da mesma seção, mas uma troca de lado em escala capaz de virar a eleição apareceria.",
"confianca": "media"
},
{
"id": "fluxo_terceiros",
"ordem": 12,
"aba": "fluxo",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Eleitores de Cury, Caiado, Zema e Renan se dividiram de formas diferentes",
"texto": "Destino estimado no 2º turno: Cury: 51,5% Lula e 27,7% Flávio; Caiado: 31,8% Lula e 50,0% Flávio; Zema: 6,6% Lula e 77,2% Flávio; Renan Santos: 33,1% Lula e 33,9% Flávio. Cury, Caiado e Zema apoiaram Flávio; Renan liberou os eleitores. O eleitor de Zema e o de Caiado seguiram o apoio em maior parte; o de Cury, não. É estimativa agregada (inferência ecológica), com a incerteza indicada na matriz.",
"confianca": "media"
},
{
"id": "ponte",
"ordem": 13,
"aba": "fluxo",
"nivel": "consistente",
"destaque": true,
"titulo": "Por que Lula cresceu muito mais em 2026 do que Bolsonaro em 2022",
"texto": "Do 1º para o 2º turno, Lula ganhou +10,4 milhões de votos em 2026; Bolsonaro, em 2022, +7,2 milhões (estimativa pela amostra). Separando de onde veio cada parte: os eleitores de outros candidatos renderam +3,7 milhões a Lula e +4,2 milhões a Bolsonaro. A diferença está em quem anulou, votou em branco ou não foi votar no 1º turno: esse grupo deu +7,1 milhões a Lula em 2026, contra +2,9 milhões a Bolsonaro em 2022. Em 2022 ele se dividiu entre os dois candidatos; em 2026 foi majoritariamente para Lula. São estimativas a partir dos resultados por seção, não o voto de pessoas.",
"confianca": "media"
},
{
"id": "curva_forma",
"ordem": 14,
"aba": "curva",
"nivel": "consistente",
"destaque": true,
"titulo": "As viradas da apuração se explicam pela ordem de chegada das regiões",
"texto": "Reconstruímos a curva seção por seção, na ordem em que os boletins chegaram ao TSE. Nos primeiros 10% da contagem chegaram sobretudo seções do Norte (27%), do Nordeste (24%), do Sul (22%); nos últimos 10%, 72% eram do Sudeste. Já no 1º turno, essas mesmas seções davam a Lula 47,9% dos votos dados aos dois finalistas (as primeiras) e 50,8% (as últimas): o desenho da curva já existia antes do 2º turno. E a subida de Lula foi parecida em toda a contagem: de +2,6 pp a +3,2 pp em cada décimo das seções. Só 0,4% dos boletins chegaram antes das 19h: a contagem só ganhou ritmo depois que a votação prorrogada terminou. Somando a cada seção a mudança média do seu estado e porte de cidade, a curva fica a no máximo 0,04 pp da real (em 2022, 0,10 pp). Essa curva termina no resultado real por construção, porque a mudança média é medida com o próprio 2º turno; o que ela testa é se as seções que chegaram depois se afastaram da média do seu grupo. Não se afastaram. Trocas de liderança na amostra: com 13,3% apurado (19:43:26); com 47,5% apurado (20:24:21). Em 2022, a virada de Lula sobre Bolsonaro aconteceu com 69,7% apurado.",
"confianca": ""
},
{
"id": "curva_tardias",
"ordem": 15,
"aba": "curva",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Seções que chegaram por último votaram quase igual ao previsto",
"texto": "Dentro do mesmo município, a última seção a chegar teve saldo Lula − Flávio +0,19 pp do eleitorado em relação à primeira, além do previsto (intervalo de 95% de 0,12 a 0,26; p < 0,0001): diferença pequena e detectável, cerca de 0,6 voto por seção, irrelevante para o resultado. Em 2022 o mesmo teste deu −0,04 pp (p = 0,087), a favor de quem crescia naquele ano. A tendência, nos dois anos, é a favor de quem mais cresceu entre os turnos.",
"confianca": ""
},
{
"id": "integridade",
"ordem": 16,
"aba": "integridade",
"nivel": "consistente",
"destaque": true,
"titulo": "Boletins somados batem com o total oficial e o RDV bate com o boletim",
"texto": "Nos 11 estados coletados por inteiro no 2º turno (AC, AL, AM, AP, BA, CE, DF, ES, GO, MA e SE; 135.198 seções, 27% do país), a soma dos boletins menos o oficial do TSE deu 0 voto para Lula e 0 para Flávio. Recontando voto a voto o registro digital, 28.146 seções bateram com o boletim e 0 divergiram (é conferência interna da urna). O 1º turno inteiro (lote oficial, sem o exterior) também fecha com o total do TSE. A cobertura do 2º turno cresce até o fim da coleta.",
"confianca": ""
},
{
"id": "turnos_contrib",
"ordem": 17,
"aba": "turnos",
"nivel": "consistente",
"destaque": true,
"titulo": "De onde veio o crescimento de Lula entre os turnos",
"texto": "Lula ganhou votos em 98% das seções; Flávio, em 80%. Em 2022 o desenho foi o inverso: Bolsonaro ganhou votos em 96% das seções e Lula em 78%. Por região (amostra): Sudeste, 46% do ganho de Lula (com 42% do eleitorado); Nordeste, 28% do ganho de Lula (com 27% do eleitorado); Sul, 13% do ganho de Lula (com 15% do eleitorado); Centro-Oeste, 8% do ganho de Lula (com 8% do eleitorado); Norte, 5% do ganho de Lula (com 8% do eleitorado). O crescimento veio de todo o país; Sul, Centro-Oeste e Norte deram menos que o seu peso no eleitorado.",
"confianca": ""
},
{
"id": "frase_turnos",
"ordem": 18,
"aba": "frase:turnos",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Em uma frase",
"texto": "Do 1º para o 2º turno, Lula ganhou votos em 98% das seções e Flávio em 80%; na proporção do eleitorado, o ganho de Lula pesou mais no Sudeste e no Nordeste. Use os filtros para ver qualquer recorte.",
"confianca": ""
},
{
"id": "urnas_testes",
"ordem": 19,
"aba": "urnas",
"nivel": "consistente",
"destaque": true,
"titulo": "Um atributo passou do limiar depois da correção, em tamanho mínimo",
"texto": "Foram 15 testes comparando urnas dentro da mesma escola (modelo, ano, troca de urna, flashcard, carga, horários, agregação). Antes da correção, 3 tiveram p < 0,05 (Encerrou após 17h05 (Brasília), Seção com seções agregadas, Urna modelo UE2015); com 15 testes, espera-se cerca de 1 por acaso. Depois da correção de Holm: 1. Seção com seções agregadas: +0,22 pp de saldo para Lula (+0,7 voto por seção, cerca de 13 mil votos no país); no 1º turno, o mesmo teste dá −0,07 pp (sem diferença detectável); descontando o perfil do eleitorado da seção (idade, escolaridade, gênero), fica em +0,13 pp (p = 0,076, sem diferença detectável). Um modelo de aprendizado de máquina com todos os dados técnicos da urna explica 0,14% do desvio das seções (R² fora da amostra).",
"confianca": ""
},
{
"id": "urnas_escola",
"ordem": 20,
"aba": "urnas",
"nivel": "consistente",
"destaque": true,
"titulo": "A mudança de voto entre seções vizinhas variou só um pouco mais que em 2022",
"texto": "Nas mesmas 37.922 escolas dos dois anos, a variação real entre urnas vizinhas foi 1,11 vez a de 2022 para Flávio (intervalo de 1,10 a 1,12) e 1,03 vez para Lula: um pouco mais, como se espera quando mais eleitores entram e saem entre os turnos. A versão anterior deste painel comparava essa variação com uma régua calculada pelo modelo de cada ano, e o modelo de 2026 previa quase nenhuma variação natural para Flávio; a razão \"3,5 vezes contra 2,6\" vinha disso. Se votos fossem passados de um candidato para o outro urna a urna, a variação de Lula subiria junto, e ela subiu menos.",
"confianca": "media"
},
{
"id": "urnas_perfil",
"ordem": 21,
"aba": "urnas",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Seções com mais jovens e mais mulheres deram um pouco mais de saldo a Lula",
"texto": "Na mesma escola, cada ponto percentual a mais de eleitores de 16 a 24 anos na seção veio com +0,022 pp de saldo para Lula (p < 0,0001); cada ponto a mais de mulheres, +0,036 pp (p < 0,0001). É associação entre seções, com efeito pequeno, e não o voto de pessoas; a urna não sabe a idade de quem vota nela.",
"confianca": ""
},
{
"id": "abst_ufs",
"ordem": 22,
"aba": "abstencao",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "A abstenção caiu bem mais que em 2022, sobretudo em BA, PE e SP; no Norte subiu, como em 2022",
"texto": "Maiores quedas (oficial TSE): BA −3,26 pp, PE −2,98 pp, SP −2,73 pp. No país, o comparecimento subiu +1,86 pp entre os turnos, contra +0,36 pp em 2022. No Norte a abstenção subiu (AP +8,06 pp, AC +5,65 pp, RR +6,02 pp), o mesmo padrão de 2022, calculado aqui de todos os boletins daquele ano (gráfico).",
"confianca": ""
},
{
"id": "abst_bio",
"ordem": 23,
"aba": "abstencao",
"nivel": "consistente",
"destaque": true,
"titulo": "A maior parte do comparecimento extra entrou pela digital",
"texto": "Na amostra nacional, o comparecimento subiu +1,88 pp do eleitorado entre os turnos (≈ +3,0 milhões de eleitores): +1,50 pp identificados pela digital (≈ +2,4 milhões de eleitores, 80% do aumento) e +0,37 pp liberados sem biometria (≈ +590 mil eleitores). A parcela liberada sem biometria mudou pouco: 12,2% de quem votou no 1º turno e 12,4% no 2º. Entre os votantes a mais, a fatia manual foi de cerca de 20%, acima da média, porque quem costuma faltar tem menos biometria cadastrada: na mesma escola, seções com menos biometria cadastrada tiveram mais aumento de liberação manual (p < 0,0001).",
"confianca": ""
},
{
"id": "abst_central",
"ordem": 24,
"aba": "abstencao",
"nivel": "consistente",
"destaque": true,
"titulo": "Liberação manual a mais quase não se traduziu em saldo para Lula",
"texto": "Dentro da mesma escola, descontando a biometria cadastrada e o perfil dos eleitores, cada ponto a mais de liberação sem biometria veio com +0,026 pp de saldo para Lula (intervalo de 95% de 0,019 a 0,033; p < 0,0001): diferença pequena e detectável. Em números, cerca de 26 de cada 1.000 liberações a mais (no máximo 33); se fossem votos inventados para Lula, seriam perto de 1.000. No modelo simples, o comparecimento a mais pela digital veio com +0,044 pp de saldo e o liberado à mão com +0,015 pp: quem foi liberado à mão não rendeu a Lula mais saldo do que quem foi identificado pela digital. O teste não alcança uma fraude igual em todas as seções da mesma escola nem uma que já existisse no 1º turno.",
"confianca": ""
},
{
"id": "prorrog",
"ordem": 25,
"aba": "prorrogacao",
"nivel": "consistente",
"destaque": true,
"titulo": "A prorrogação foi pequena; nas seções que fecharam tarde, a diferença foi de menos de 1 voto por seção",
"texto": "Encerraram depois das 17h10 (Brasília) 2,7% das seções no 2º turno, contra 31,9% no 1º, quando as filas foram maiores. No mesmo município, as seções que fecharam tarde tiveram comparecimento +0,12 pp maior (≈ 0,4 eleitor a mais por seção; p < 0,0001); na liberação sem biometria (+0,05 pp; p = 0,0031) e no saldo de Lula além do previsto (+0,11 pp, ≈ 0,36 voto por seção, cerca de 5 mil votos somando todas as que fecharam tarde; p = 0,0013), diferença pequena e detectável. As seções que fecharam perto das 19h se concentram nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo dados do TSE compilados pela CNN Brasil, 34.330 eleitores votaram depois das 17h em todo o país (29.001 deles até 17h05), contra uma margem final de cerca de 4,4 milhões: mesmo que todos fossem para Lula, o resultado não mudaria. A verificação de presença eleitor por eleitor não é possível com dados públicos.",
"confianca": ""
},
{
"id": "perdas",
"ordem": 26,
"aba": "perdas",
"nivel": "consistente",
"destaque": true,
"titulo": "Flávio perdeu votos em quase tantas seções quanto se espera de quem cresceu pouco",
"texto": "Flávio perdeu votos em 17,9% das seções (escolas com 3 ou mais seções coletadas). Parece muito ao lado de Bolsonaro em 2022 (2,3%), mas Bolsonaro foi quem cresceu muito entre os turnos de 2022; quem cresceu pouco foi Lula, que perdeu votos em 17,3% das seções. Comparando cada seção com as vizinhas da mesma escola (mesma variação dos votos do candidato e do comparecimento nas outras seções, mesmo tamanho), Flávio perdeu votos 1,10 vez o que 2022 indica com os dois candidatos juntos (1,03 pela régua de Lula 2022, 2,69 pela de Bolsonaro 2022). Com o comparecimento subindo: 1,15 vez. O valor de 2026 fica entre os dois candidatos de 2022. A pequena sobra combina com a variação um pouco maior entre seções vizinhas em 2026 (11% acima de 2022), quando muito mais gente entrou e saiu entre os turnos; em votos, é irrelevante para o resultado.",
"confianca": "media"
},
{
"id": "perdas_regua",
"ordem": 27,
"aba": "perdas",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Por que a régua antiga foi trocada",
"texto": "A versão anterior dizia 4,4 vezes o esperado. Aquela régua usava o modelo de mudança de voto de cada ano, e o de 2026 previa quase nenhuma variação natural para Flávio (98,5% dos seus eleitores repetiram o voto, e quase nada novo chegou para ele); qualquer variação real parecia excesso. A simulação com um único padrão para o país (gráfico abaixo) subestima as perdas pelo mesmo motivo. A régua das vizinhas não usa modelo: compara a seção com as outras seções da mesma escola.",
"confianca": "alta"
},
{
"id": "perdas_lula",
"ordem": 28,
"aba": "perdas",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Lula perdeu votos em menos seções do que a régua indica",
"texto": "Lula perdeu votos em 1,5% das seções: 0,63 vez o que 2022 indica; com o comparecimento subindo, 0,18 vez. Onde mais gente voltou a votar, Lula quase nunca perdeu votos: pela estimativa, quem voltou foi, na maior parte, para ele (aba Onde e por quê). Se esses votos a mais fossem inventados, a liberação sem digital teria crescido junto, e quase não cresceu (aba Abstenção e biometria).",
"confianca": "media"
},
{
"id": "caca",
"ordem": 29,
"aba": "perdas",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Outras hipóteses testadas, definidas antes de ver o resultado",
"texto": "Seção que mudou de local entre os turnos: 2 de 232.745, não explica nada. Urnas de reserva contra as normais da mesma escola (2.848 urnas): os dois candidatos ficaram um pouco acima do previsto nelas (Lula +0,07 pp, Flávio +0,09 pp; diferença pequena e detectável), sem vantagem para um lado (diferença entre os dois: −0,01 pp). Urnas da mesma escola carregadas em dias diferentes variam um pouco mais entre si, mas igual a 2022 (índice 1,13 contra 1,08): é característica do processo, não de 2026. Limites, contra a margem de 4,4 milhões de votos: troca de votos de Flávio para Lula de no máximo 199 mil votos (399 mil votos na diferença); liberação sem digital a mais no país, cerca de 588 mil liberações, com saldo de no máximo 19 mil votos para Lula; 80% do aumento do comparecimento entrou pela digital.",
"confianca": "media"
},
{
"id": "pericia",
"ordem": 30,
"aba": "pericia",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Os testes clássicos não mostram assinatura de enchimento de urna",
"texto": "Seções com comparecimento e votação de Lula extremos (Klimek): 27 na amostra de 2026, contra 12 na de 2022 (Bolsonaro, que era quem crescia em 2022, teve 3). O aumento existe. Das 27 de 2026, 25 já tinham comparecimento acima de 90% e Lula acima de 75% no 1º turno: comunidades pequenas que votam em bloco nos dois turnos, empurradas para cima da linha pela onda geral. Elas ganharam menos que a média (+3,8 pp contra +6,4 pp no país), o que também se espera pelo teto: quem já tinha 90% tem pouco espaço para subir. Enchimento apareceria como seções saltando de valores comuns para extremos, e isso não aparece. Percentuais redondos (Kobak): razão observado/esperado de 0,98, sem excesso. O teste do 2º dígito (Benford) é mostrado só como comparação com 2022: a literatura o considera inadequado para contagens por seção.",
"confianca": ""
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{
"id": "secoes_aviso",
"ordem": 31,
"aba": "secoes",
"nivel": "limite",
"destaque": false,
"titulo": "Seção fora do padrão não é, sozinha, prova de fraude",
"texto": "Seções com desvio extremo (|z| > 5): 90 entre as coletadas, nos dois sentidos. Mudança de local de votação, agregação de seções e eventos locais produzem desvios legítimos; a lista serve para conferência individual com ata e documentos.",
"confianca": ""
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{
"id": "metodo_limite",
"ordem": 32,
"aba": "metodo",
"nivel": "limite",
"destaque": false,
"titulo": "O que a estatística não enxerga",
"texto": "Um viés idêntico em todas as urnas não deixa contraste entre urnas e se confunde com mudança de comportamento do eleitor. Esse cenário é coberto pela inspeção do código-fonte por partidos e entidades fiscalizadoras, pelas assinaturas digitais e pelo Teste de Integridade (votação paralela com cédulas). O relatório nacional do Teste de Integridade do 2º turno ainda não saiu; os resultados parciais divulgados não tiveram divergência. Este painel também ainda não confere a assinatura digital de cada boletim.",
"confianca": ""
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{
"id": "s1",
"ordem": 33,
"aba": "simples",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Onde já dá para conferir, a soma dos boletins bate com o resultado oficial",
"texto": "Nos 11 estados já coletados por inteiro no 2º turno (AC, AL, AM, AP, BA, CE, DF, ES, GO, MA e SE; 27% das seções do país), a soma dos boletins publicados pelo TSE bate exatamente com o total divulgado, e o registro digital do voto de 28.146 urnas bate com o boletim de cada uma. No 1º turno, o lote oficial inteiro (sem o exterior) também fecha. Isso mostra que o total divulgado é a soma dos boletins publicados. Ainda não conferimos a assinatura digital de cada boletim nem os comparamos com boletins fotografados por fiscais, que é o que liga o boletim publicado à urna.",
"confianca": "alta"
},
{
"id": "s2",
"ordem": 34,
"aba": "simples",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Nenhum tipo de urna favoreceu um candidato em tamanho relevante",
"texto": "Comparamos urnas da mesma escola em 15 características (modelo, ano, troca de urna, cartão de memória, horários...). Antes de descontar o acaso, 3 cruzaram o limiar de 5% (com 15 testes, espera-se cerca de 1); depois da correção de Holm, 1, em tamanho mínimo: Seção com seções agregadas: +0,22 pp de saldo para Lula (+0,7 voto por seção, cerca de 13 mil votos no país); no 1º turno, o mesmo teste dá −0,07 pp (sem diferença detectável); descontando o perfil do eleitorado da seção (idade, escolaridade, gênero), fica em +0,13 pp (p = 0,076, sem diferença detectável). Um desvio por tipo de urna grande o bastante para mudar o resultado apareceria com folga; desvios menores que cerca de 0,4 ponto por seção ficam dentro da margem do teste.",
"confianca": "alta"
},
{
"id": "s3",
"ordem": 35,
"aba": "simples",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Lula virou com quem não tinha escolhido ninguém no 1º turno",
"texto": "Pelos totais oficiais, 14,1 milhões de votos estavam em jogo no 2º turno; Lula precisava de 58% deles e ficou com 74%. Pela estimativa por seção, 89% da virada veio de quem anulou, votou em branco ou faltou no 1º turno; os eleitores dos outros candidatos se dividiram quase meio a meio, e só cerca de 0,17% dos eleitores de Flávio foram para Lula. Em 2022 o grupo que não escolheu ninguém se dividiu; em 2026 foi, na maior parte, para Lula. Os detalhes estão na aba Onde e por quê.",
"confianca": "media"
},
{
"id": "s4",
"ordem": 36,
"aba": "simples",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "As linhas que se cruzaram na apuração têm explicação simples",
"texto": "O resultado aparece na ordem em que as urnas chegam ao TSE. Nos primeiros 10% da contagem chegaram sobretudo seções do Norte (27%), do Nordeste (24%), do Sul (22%); nos últimos 10%, 72% eram do Sudeste. Já no 1º turno, essas mesmas seções davam a Lula 47,9% dos votos dados aos dois finalistas (as primeiras) e 50,8% (as últimas): o desenho da curva já existia antes do 2º turno. E a subida de Lula foi parecida em toda a contagem: de +2,6 pp a +3,2 pp em cada décimo das seções. Só 0,4% dos boletins chegaram antes das 19h: a contagem só ganhou ritmo depois que a votação prorrogada terminou. Somando a cada seção a mudança média do seu estado e porte de cidade, a curva fica a no máximo 0,04 ponto da real durante toda a contagem: as seções que chegaram depois não se afastaram do seu grupo. Em 2022 a virada na apuração também aconteceu.",
"confianca": "alta"
},
{
"id": "s5",
"ordem": 37,
"aba": "simples",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "O ponto que parecia em aberto foi esclarecido",
"texto": "A versão anterior deste painel apontava que a mudança de voto de Flávio variava mais entre seções vizinhas do que a de Bolsonaro em 2022, e que ele perdia votos em mais seções do que o esperado. Refeitas as contas, quase tudo vinha da régua: ela usava o modelo de cada ano, e o de 2026 previa quase nenhuma variação natural para Flávio. Medida direto nas mesmas 37.922 escolas, a variação entre urnas vizinhas subiu 11% para Flávio e 3% para Lula em relação a 2022; e, comparando cada seção com as vizinhas da mesma escola, Flávio perdeu votos 1,10 vez o que 2022 indica.",
"confianca": "media"
},
{
"id": "leitura1",
"ordem": 38,
"aba": "leitura",
"nivel": "leitura",
"destaque": false,
"titulo": "Minha leitura dos números",
"texto": "Procuramos, com os métodos usados na literatura de perícia eleitoral e sempre comparando com 2022, os sinais que uma manipulação de urna ou de apuração deixaria: soma que não fecha, registro de votos que não bate, tipo de urna que destoa dos vizinhos, votos que aparecem no fim da contagem, liberações sem biometria que viram votos para um lado, comparecimento inflado com votação extrema. Nenhum apareceu em tamanho capaz de mudar o resultado; alguns aparecem em tamanho mínimo, de menos de 1 voto por seção, e estão descritos em cada aba. A virada aconteceu em todos os estados e em todo tipo de seção, mais forte no Nordeste e onde mais gente tinha anulado no 1º turno, e o grupo que decidiu foi o que não tinha escolhido ninguém no 1º turno. As pesquisas erraram justamente esse grupo; erro de pesquisa não é evidência de fraude.",
"confianca": ""
},
{
"id": "leitura2",
"ordem": 39,
"aba": "leitura",
"nivel": "leitura",
"destaque": false,
"titulo": "Até onde vai esta análise",
"texto": "Estatística não prova ausência de fraude: um viés idêntico em todas as urnas não deixaria contraste entre elas. Para esse cenário existem outras proteções: inspeção do código-fonte por partidos e entidades fiscalizadoras, assinaturas digitais e o Teste de Integridade com cédulas de papel. O relatório nacional do Teste de Integridade do 2º turno ainda não saiu; os resultados parciais divulgados não tiveram divergência. E a hipótese de votos registrados em nome de quem não foi votar só pode ser confirmada ou descartada caso a caso, com o registro de presença de cada eleitor, que não é público.",
"confianca": ""
},
{
"id": "leitura3",
"ordem": 40,
"aba": "leitura",
"nivel": "leitura",
"destaque": false,
"titulo": "Por que 2022 serve de régua",
"texto": "Usamos 2022 como referência porque é o mesmo sistema e foi auditado: o TCU comparou os boletins de 4.577 seções com os dados divulgados, sem divergência. Para quem contesta 2022, valem os testes que não dependem dele: a soma dos boletins, o registro digital do voto e a comparação de urnas dentro da mesma escola.",
"confianca": ""
},
{
"id": "faq1",
"ordem": 41,
"aba": "faq",
"nivel": "pergunta",
"destaque": false,
"titulo": "Houve fraude nas urnas?",
"texto": "Os dados públicos que analisamos não mostram sinal de fraude nas urnas nem na apuração em tamanho capaz de mudar o resultado. Isso não é uma prova absoluta (veja \"Até onde vai esta análise\"), e a conferência completa da soma dos boletins depende do fim da coleta.",
"confianca": ""
},
{
"id": "faq2",
"ordem": 42,
"aba": "faq",
"nivel": "pergunta",
"destaque": false,
"titulo": "Eleitor de Flávio no 1º turno votou em Lula no 2º?",
"texto": "Quase nenhum, pela estimativa: cerca de 0,17%. Lula ganhou com quem não tinha votado em ninguém no 1º turno: de quem anulou ou votou em branco, cerca de 59% foram para Lula; e a maior parte de quem faltou no 1º e votou no 2º também. A estimativa agregada não enxerga trocas que se compensam dentro da mesma seção.",
"confianca": ""
},
{
"id": "faq3",
"ordem": 43,
"aba": "faq",
"nivel": "pergunta",
"destaque": false,
"titulo": "Por que as linhas de Lula e Flávio se cruzaram durante a apuração?",
"texto": "Porque as urnas não chegam em ordem aleatória. Nos primeiros 10% da contagem chegaram sobretudo seções do Norte (27%), do Nordeste (24%), do Sul (22%); nos últimos 10%, 72% eram do Sudeste. Já no 1º turno, essas mesmas seções davam a Lula 47,9% dos votos dados aos dois finalistas (as primeiras) e 50,8% (as últimas): o desenho da curva já existia antes do 2º turno. E a subida de Lula foi parecida em toda a contagem: de +2,6 pp a +3,2 pp em cada décimo das seções. Só 0,4% dos boletins chegaram antes das 19h: a contagem só ganhou ritmo depois que a votação prorrogada terminou. Quando reconstruímos a curva com o 1º turno de cada seção mais a mudança média do seu estado e porte de cidade, ela acompanha a real ao longo de toda a contagem. Em 2022, Lula também passou Bolsonaro no meio da contagem, com cerca de 70% apurado.",
"confianca": ""
},
{
"id": "faq4",
"ordem": 44,
"aba": "faq",
"nivel": "pergunta",
"destaque": false,
"titulo": "A prorrogação até as 19h mudou o resultado?",
"texto": "Não teria como. Pelos boletins, quase todas as seções fecharam no horário no 2º turno; só um pequeno grupo, sobretudo em capitais, fechou perto das 19h. Segundo dados do TSE compilados pela CNN Brasil, 34.330 eleitores votaram depois das 17h em todo o país (29.001 deles até 17h05), contra uma margem de cerca de 4,4 milhões: mesmo que todos tivessem votado em Lula, o resultado não mudaria. E, nas seções que fecharam tarde, a liberação sem biometria foi só um pouco maior que nas vizinhas (menos de 1 eleitor por seção).",
"confianca": ""
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{
"id": "faq5",
"ordem": 45,
"aba": "faq",
"nivel": "pergunta",
"destaque": false,
"titulo": "As liberações sem biometria foram usadas para votar no lugar de quem faltou?",
"texto": "Os números não indicam isso. A liberação sem biometria mudou pouco entre os turnos (de 12,2% para 12,4% de quem votou). Na mesma escola, onde ela aumentou, de cada 1.000 liberações a mais cerca de 26 viraram saldo para Lula (diferença pequena e detectável); votos inventados dariam perto de 1.000. Para comparar: cada ponto a mais de comparecimento pela digital veio com +0,044 pp de saldo, e pela liberação manual com +0,015 pp: quem foi liberado à mão não rendeu a Lula mais saldo do que quem foi identificado pela digital. Casos isolados só podem ser verificados com o registro de presença de cada eleitor, pela Justiça Eleitoral ou pelo próprio eleitor (certidão).",
"confianca": ""
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{
"id": "faq6",
"ordem": 46,
"aba": "faq",
"nivel": "pergunta",
"destaque": false,
"titulo": "Qual é a probabilidade de esse resultado ter acontecido?",
"texto": "Não existe uma \"probabilidade de fraude\" honesta calculável só com estatística, porque ela depende de como a fraude teria sido feita. O que dá para medir é a chance de cada padrão aparecer por acaso numa eleição normal, e comparar com 2022. Por esse critério, quase tudo em 2026 está dentro do normal: por exemplo, seções com desvio extremo aparecem na mesma frequência nas amostras dos dois anos (34 por 100 mil em 2026 e 31 em 2022). O padrão que parecia acima de 2022 (seções em que Flávio perdeu votos) ficou perto do normal quando comparado da forma certa: 1,10 vez o esperado. O que difere de 2022, e está explicado, é para onde foi quem não tinha escolhido ninguém no 1º turno.",
"confianca": ""
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{
"id": "faq7",
"ordem": 47,
"aba": "faq",
"nivel": "pergunta",
"destaque": false,
"titulo": "Por que tanta gente achou o resultado estranho?",
"texto": "Porque as pesquisas de véspera mostravam Flávio numericamente à frente (Datafolha e Quaest: 51% a 49% dos válidos, dentro da margem de erro) e porque a apuração mostrou Flávio à frente durante parte da contagem (de cerca de 13% a 48% das urnas apuradas). As duas coisas têm explicação: com os cruzamentos da própria pesquisa, a conta dá o placar da pesquisa, e a diferença para as urnas está em quem não tinha escolhido ninguém no 1º turno (aba Onde e por quê); e a ordem de chegada das urnas desenha a curva da apuração.",
"confianca": ""
},
{
"id": "frase_integridade",
"ordem": 48,
"aba": "frase:integridade",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Em uma frase",
"texto": "Nos 11 estados já coletados por inteiro (27% das seções), a soma dos boletins bate com o total oficial e o registro digital do voto bate com cada boletim.",
"confianca": ""
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{
"id": "frase_curva",
"ordem": 49,
"aba": "frase:curva",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Em uma frase",
"texto": "As viradas da apuração acontecem porque as regiões chegam em momentos diferentes; as seções que chegaram depois não se afastaram da média do seu grupo.",
"confianca": ""
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{
"id": "frase_fluxo",
"ordem": 50,
"aba": "frase:fluxo",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Em uma frase",
"texto": "Pela estimativa por seção, quem decidiu a eleição foi quem anulou, votou em branco ou faltou no 1º turno; o eleitor de Flávio ficou com ele.",
"confianca": ""
},
{
"id": "frase_abstencao",
"ordem": 51,
"aba": "frase:abstencao",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Em uma frase",
"texto": "O comparecimento a mais veio sobretudo de eleitores identificados pela digital; a liberação manual quase não mudou e quase não se traduziu em saldo para Lula.",
"confianca": ""
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{
"id": "frase_prorrogacao",
"ordem": 52,
"aba": "frase:prorrogacao",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Em uma frase",
"texto": "Quase todas as seções fecharam no horário; nas que fecharam tarde, a diferença em relação às vizinhas foi de menos de 1 voto por seção, e os votos após as 17h são ínfimos diante da margem.",
"confianca": ""
},
{
"id": "frase_perdas",
"ordem": 53,
"aba": "frase:perdas",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Em uma frase",
"texto": "Flávio perdeu votos em quase tantas seções quanto se espera de um candidato que cresceu pouco (1,10 vez a régua das vizinhas de 2022, entre os dois candidatos daquele ano).",
"confianca": ""
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{
"id": "frase_urnas",
"ordem": 54,
"aba": "frase:urnas",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Em uma frase",
"texto": "Urnas da mesma escola, de modelos, anos e configurações diferentes, deram praticamente o mesmo resultado: nenhum tipo de urna favoreceu alguém em tamanho relevante.",
"confianca": ""
},
{
"id": "frase_pericia",
"ordem": 55,
"aba": "frase:pericia",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Em uma frase",
"texto": "Os testes clássicos de perícia não mostram a assinatura de enchimento de urna; as seções extremas subiram, quase todas comunidades que já eram extremas no 1º turno.",
"confianca": ""
},
{
"id": "frase_secoes",
"ordem": 56,
"aba": "frase:secoes",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Em uma frase",
"texto": "Algumas seções fogem do previsto, como em qualquer eleição; a lista serve para checar uma a uma, não como prova.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos0",
"ordem": 57,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Boletim de urna (BU)",
"texto": "O resultado que cada urna imprime e publica ao fim da votação: quantos votos cada candidato teve naquela seção. É assinado digitalmente.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos1",
"ordem": 58,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Registro Digital do Voto (RDV)",
"texto": "A lista de todos os votos digitados na urna, um por um, embaralhada para não revelar quem votou em quem. Recontá-la tem que dar o mesmo resultado do boletim (é uma conferência interna da urna, não uma recontagem independente).",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos2",
"ordem": 59,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Seção",
"texto": "A turma de eleitores que vota numa mesma urna, em geral algumas centenas de pessoas.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos3",
"ordem": 60,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Local de votação (escola)",
"texto": "O prédio onde ficam várias seções. Seções da mesma escola têm eleitores vizinhos, com perfil parecido.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos4",
"ordem": 61,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Comparecimento e abstenção",
"texto": "Comparecimento é quem votou; abstenção é quem estava apto e não foi votar.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos5",
"ordem": 62,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Liberação sem biometria",
"texto": "Quando a digital do eleitor não é reconhecida (ou ele não tem biometria cadastrada), o mesário confere documento, ano de nascimento e assinatura e libera a urna com a própria digital. É o ponto que, em tese, permitiria votar no lugar de quem faltou; por isso é testado no painel.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos6",
"ordem": 63,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Votos em jogo",
"texto": "O que os dois finalistas somaram de novo no 2º turno: votos de quem tinha escolhido outro candidato, de quem tinha anulado ou votado em branco e de quem não tinha ido votar no 1º turno.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos7",
"ordem": 64,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Saldo Lula − Flávio",
"texto": "A diferença de votos entre os dois numa seção. Saldo além do previsto é o quanto essa diferença ficou acima ou abaixo do que o 1º turno da própria seção indicava.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos8",
"ordem": 65,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Previsto pelo 1º turno",
"texto": "O resultado que cada seção teria no 2º turno se os eleitores de cada opção do 1º turno se comportassem como a média do seu estado e porte de cidade. Essa média é medida com o próprio 2º turno: o previsto serve para achar seções que fogem do seu grupo, não para adivinhar o resultado.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos9",
"ordem": 66,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Desvio padronizado (z)",
"texto": "O quanto uma seção se afastou do previsto, em unidades do afastamento normal. Acima de 5 é raro, mas entre centenas de milhares de seções aparecem dezenas em qualquer eleição, nos dois sentidos.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos10",
"ordem": 67,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Inferência ecológica",
"texto": "Técnica para estimar, a partir de resultados por seção, para onde foram os eleitores de cada grupo. É uma estimativa agregada: não revela o voto de ninguém e não enxerga trocas que se compensam dentro da mesma seção.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos11",
"ordem": 68,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Amostra",
"texto": "O TSE ainda não publicou o arquivo em lote do 2º turno; coletamos as seções uma a uma no servidor de resultados do TSE. As estimativas nacionais usam um sorteio fixo de 10% das seções, igual em todos os estados; as demais seções coletadas entram nos testes dentro da mesma escola. Ao fim da coleta, o painel passa a usar todas.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos12",
"ordem": 69,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Correção de Holm",
"texto": "Quando se fazem muitos testes, alguns dão alarme por puro acaso (com 15 testes, espera-se cerca de 1). A correção de Holm ajusta os resultados para isso.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos13",
"ordem": 70,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Placebo",
"texto": "O mesmo teste aplicado a algo que não poderia ter sido afetado (por exemplo, o 1º turno, que já tinha acontecido). Se o placebo dá alarme, o teste está captando outra coisa.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos14",
"ordem": 71,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Régua de 2022",
"texto": "O que aconteceu de fato em 2022 em seções parecidas, usado como referência do que é normal. Na aba Perdas, a régua compara cada seção com as outras seções da mesma escola, sem depender de modelo.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos15",
"ordem": 72,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Simulação de Monte Carlo",
"texto": "Repetir a eleição no computador muitas vezes (aqui, 100), com o acaso que existe na vida real, para ver quantas vezes um padrão aparece sem nada de errado.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos16",
"ordem": 73,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Impressão digital (Klimek)",
"texto": "Gráfico que cruza comparecimento e votação de cada seção. Enchimento de urna aparece como uma mancha esticada em direção a comparecimento e votação muito altos.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos17",
"ordem": 74,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Lei de Benford",
"texto": "Regra sobre a frequência dos dígitos em números naturais. Muito citada em alegações de fraude, mas considerada inadequada para contagens por seção pela literatura.",
"confianca": ""
},
{
"id": "glos18",
"ordem": 75,
"aba": "glossario",
"nivel": "termo",
"destaque": false,
"titulo": "Teste de Integridade",
"texto": "No dia da eleição, urnas sorteadas recebem votos em cédula de papel diante de fiscais e câmeras, e o resultado da urna é comparado com as cédulas.",
"confianca": ""
},
{
"id": "frase_unanimes",
"ordem": 76,
"aba": "frase:unanimes",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Em uma frase",
"texto": "Seções com 100% para Lula existem (cerca de 160 no país), na mesma frequência de 2022 (141); ficam sobretudo em aldeias e comunidades onde o adversário já quase não tinha voto no 1º turno, e as urnas delas funcionaram como as vizinhas.",
"confianca": ""
},
{
"id": "unan_contagem",
"ordem": 77,
"aba": "unanimes",
"nivel": "consistente",
"destaque": false,
"titulo": "Existem, e na mesma frequência de 2022",
"texto": "Nas 265.583 seções de 2026 já coletadas (esta aba usa todas elas), 73 deram 100% dos votos válidos a Lula e 2 deram 100% a Flávio. Pela amostra sorteada de 10%, o país inteiro deve ter cerca de 160 seções 100% Lula (faixa de 91 a 260). Em 2022, contando todas as seções, foram 141 com 100% para Lula e 2 com 100% para Bolsonaro; a mesma estimativa pela amostra daria 159, perto do número real. São cerca de 28 a cada 100 mil seções nos dois anos: os relatos são verdadeiros, mas descrevem algo que já existia.",
"confianca": "alta"
},
{
"id": "unan_primeiro",
"ordem": 78,
"aba": "unanimes",
"nivel": "consistente",
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"titulo": "Quase sempre, o adversário já não tinha voto no 1º turno",
"texto": "Das 73 seções 100% Lula de 2026, em 36 Flávio já tinha zero votos no 1º turno e em 24 tinha um ou dois. Nelas, Lula já tinha 98,5% dos votos válidos no 1º turno (mediana), e são seções pequenas (mediana de 123 votos válidos). Em 2022 foi igual: 84 de 141 já tinham zero para Bolsonaro no 1º turno. Onde o adversário tinha 6 votos ou mais no 1º turno, ele caiu a zero em 1 de 264.800 seções em 2026 e em 0 de 468.920 em 2022.",
"confianca": "alta"
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"id": "unan_onde",
"ordem": 79,
"aba": "unanimes",
"nivel": "consistente",
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"titulo": "Ficam em aldeias indígenas e comunidades pequenas",
"texto": "Em 2026, 40 das 73 seções 100% Lula ficam em aldeias ou têm eleitorado majoritariamente indígena, embora esse tipo de seção seja só 0,38% do total (a coleta já inclui o Amazonas inteiro, o que aumenta esse peso). Em 2022 também apareciam aldeias (44), comunidades quilombolas (13) e escolas de povoados do interior (a UF com mais casos foi MA). Seção pequena em que um candidato já tinha quase todos os votos chega a 100% com facilidade; também há seções 100% para o candidato da direita, em menor número.",
"confianca": "alta"
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"id": "unan_zeramento",
"ordem": 80,
"aba": "unanimes",
"nivel": "consistente",
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"titulo": "O adversário não foi \"zerado\" onde tinha voto, além do esperado",
"texto": "Teste do zeramento: entre as seções em que Flávio tinha de 3 a 10 votos no 1º turno, 12 terminaram com zero, para 10,2 esperadas por acaso, levando em conta que ele perdeu votos entre os turnos onde era fraco (p = 0,330, sem diferença detectável). Nas aldeias o número fica um pouco acima do modelo (6 contra 2,7; p = 0,055; em 2022, 2 contra 1,7): detectável sem correção, mas não depois da correção para os 8 testes feitos, e o modelo supõe que cada eleitor decide sozinho. Uma fraude que apagasse votos apareceria em seções com muitos votos no 1º turno e zero no 2º: isso aconteceu em 1 de 264.800 seções.",
"confianca": "media"
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"id": "unan_logs",
"ordem": 81,
"aba": "unanimes",
"nivel": "consistente",
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"titulo": "As urnas das seções unânimes funcionaram como as das vizinhas",
"texto": "Baixamos o log de 53 urnas unânimes e de 64 \"gêmeas\" (mesmo município, Lula acima de 85% no 1º turno, não unânimes). Liberados sem digital: 9,8% nas unânimes contra 8,5% nas gêmeas (mediana); maior sequência seguida de liberações sem digital: 2 contra 2; seções com 10 ou mais seguidas: 0 contra 0; votos em rajada (menos de 15 segundos depois do anterior): 0 contra 0. Se o mesário votasse no lugar de faltosos, apareceriam mais liberações sem digital, sequências longas delas e votos em rajada; nada disso aparece.",
"confianca": "alta"
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"id": "faq8",
"ordem": 82,
"aba": "faq",
"nivel": "pergunta",
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"titulo": "Teve seção com 100% dos votos para Lula? Isso é sinal de fraude?",
"texto": "Teve: cerca de 160 no país, a maioria em aldeias e comunidades pequenas onde Lula já tinha perto de 99% no 1º turno. Em 2022 foram 141, a mesma frequência, e também houve seções 100% para o candidato da direita nos dois anos. Os registros das urnas dessas seções (liberação por digital, horários dos votos) são parecidos com os de seções vizinhas. A aba Seções 100% mostra tudo, seção por seção.",
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"id": "takeaway",
"ordem": 83,
"aba": "resumo",
"nivel": "consistente",
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"titulo": "Conclusão",
"texto": "Nada nos dados públicos analisados indica que as urnas ou a apuração tenham favorecido um candidato em tamanho capaz de mudar o resultado: onde já dá para conferir, os boletins somam o total oficial; nenhum tipo de urna destoa em tamanho relevante; a curva da apuração é explicada pela ordem de chegada das regiões; e a liberação manual a mais quase não se traduziu em saldo para Lula. Lula virou porque ficou com 74% dos 14,1 milhões de votos em jogo no 2º turno, quando precisava de 58%: pela estimativa por seção, a virada veio sobretudo de quem anulou, votou em branco ou faltou no 1º turno. Em 2022 esse grupo se dividiu; em 2026 foi majoritariamente para Lula. É a principal diferença em relação a 2022 e o que as pesquisas não captaram.",
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